domingo, 5 de fevereiro de 2017

CENAS E ACTOS DO DESESPERO


O apogeu do gozo e da experimentação estética (em 1987) é alcançada em “Cenas e Actos do Desespero”, exposição na qual exponho uma série de pinturas sobre bocados de madeira partida, e expostos de forma aleatória nas paredes no local de exposição. Realizada em Julho 87, acabei por ser bastante criticado: alguém considerou que esses trabalhos eram apenas próprios e aceitáveis a um artista consagrado em fim de carreira.
A referida exposição - performática por excelência - é o culminar da experiência sensitiva iniciada em “Performance Plástica” (integrada num evento Aquilo e realizada em Março 87 no Centro Cultural da Guarda): nessa performance pinto um enorme painel de 200 x 100 cm, no qual, em simultâneo, Teresa Aurora lia um texto. A acção pretende estabelecer um diálogo entre a pintura e a literatura, tomando como referência o impulso sensorial que a leitura do texto provoca no momento. As obras da exposição resultam da fragmentação desse enorme painel, do qual foram pintadas 4 obras. Estas obras marcam o expoente máximo da "Metapintura" que se prolongaria ainda até 88 com a inserção das obras "Cemitério Leproso" e "Ama..".

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Série de Mulheres I

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